Garrafa x Lata – saiba qual a melhor opção para cervejas

Por Rodolfo Bosqueiro

Com o aumento do número de cervejarias envasando seus produtos em latas, um antigo (e polêmico) debate volta à tona: Qual é o melhor recipiente para cerveja – lata ou garrafa?

Esqueça tudo o que você ouviu por aí dos beer geeks, e vamos aos fatos que irão te ajudar a definir quem é a verdadeira vencedora dessa batalha histórica pelo cinturão de melhor embalagem para sua cerveja.

Proteção

Os maiores inimigos da cerveja são: luz, oxigênio e calor. Estes três fatores podem (e vão) modificar suas propriedades e trazer aromas e sabores indesejáveis à sua bebida.

As garrafas de vidro âmbar bloqueiam a maioria das ondas de luz que danificam sua cerveja, diferente das garrafas verdes, transparentes ou de outras cores mais claras, que permitem uma incidência maior de luz.

Com as latas, essa exposição não existe, mas onde elas realmente levam uma grande vantagem é no controle de oxigênio.

As latas apresentam uma vedação perfeita e hermética, sem deixar o headspace (espaço com oxigênio que fica entre o líquido e a tampa) que a cerveja engarrafada precisa ter.

Portanto, se o objetivo é garantir que a sua cerveja tenha o maior frescor possível devido à oxidação, a lata é definitivamente a embalagem ideal.

Vencedora na categoria: lata

Peso, manuseio e logística

O peso aproximado de um six pack de latas de 355ml de cerveja é de 2,27Kg. Já o de um six pack de garrafas de 355ml (long necks) é de 3,40 Kg.

A diferença pode parecer insignificante, mas se imagine carregando algumas caixas de cerveja para um churrasco, ou trazendo aqueles rótulos que você tanto queria de outro país em sua mala.

Sem contar que as latas também são menores e mais fáceis de empilhar do que as garrafas, facilitando muito o armazenamento e a logística de maiores quantidades.

Agora, imagine você levando duas sacolas cheias de garrafas para o churrasco do final de semana e o fundo de uma delas acaba estourando… Poisé, uma garrafa de vidro provavelmente não iria chegar intacta depois desse acidente.

Esse fator é muito significativo em grandes eventos, ou bares e restaurantes, que têm um descarte de embalagens mais volumoso. As latas se tornam mais seguras para o manuseio tanto dos clientes quanto dos trabalhadores.

Vencedora na categoria: lata

Impacto ambiental

As latas, sendo menores e mais leves, diminuem consideravelmente o gasto de combustível para transporte de uma quantidade maior. O processo de reciclagem do alumínio também é muito mais fácil e barato que o do vidro. Portanto…

Vencedora (de lavada) na categoria: lata

Técnicas tradicionais de fabricação

Muitos estilos de cerveja (principalmente as belgas) são refermentadas em garrafa, ou seja, as leveduras continuam a produzir CO2 mesmo depois de envasadas.

Essa segunda fermentação não poderia acontecer dentro das latas, que correm o risco de explosão em um processo como esse (e você já deve ter ouvido falar disso ter acontecido por aí, não é?).

Para esse tipo de técnica, as garrafas mais robustas e rolhadas são a única opção.

Vencedora na categoria: garrafa

Envelhecimento

Com a “popularização” do envelhecimento de cervejas em casa, muitos cervejeiros têm montado suas adegas com alguns exemplares que ficam descansando por anos antes de serem degustadas.

Mas dificilmente se ouve sobre uma lata de cerveja sendo retirada da adega depois de alguns anos para ser apreciada.

Isso provavelmente acontece por alguns motivos: os tipos de cerveja com potencial de envelhecimento dificilmente são os mesmos das cervejas que são enlatadas; e a falta de headspace já mencionada aqui também pode ser um fator de alteração no modo de evolução dessas cervejas.

Portanto, até que mais pesquisas sejam feitas nesse quesito…

Vencedora na categoria: empate (por enquanto)

Tradicionalismo

O ritual de retirada do aramado e do estouro de uma rolha é algo que ainda mexe com subconsciente de um apreciador de qualquer bebida.

Pode notar, se você estourar uma rolha – pode ser até de uma bebida de baixa qualidade – em uma reunião com amigos, facilmente um ou outro (ou todos) vão soltar um sonoro: Ohhh!

Naquele momento, o que importa é o prazer de ouvir o estouro, que antecede a degustação e que imediatamente remete nosso pensamento a uma celebração, ou no mínimo a algo positivo.

Ninguém estoura uma rolha para comemorar uma notícia ruim.

Compartilhar uma garrafa de 750ml também é parte desse ritual, de trazer outras pessoas para perto e dividir o momento bebendo a mesma cerveja, da mesma garrafa, com as mesmas características em todas as taças. Enquanto uma lata é – geralmente – uma “celebração solitária”.

Vencedora na categoria: garrafas (rolhadas)

E as vencedoras do cinturão de melhor embalagem para cervejas são: as LATAS!

Na verdade, quem vai decidir qual é o melhor recipiente para sua cerveja, vai ser você. A ideia aqui é simplesmente dar as diretrizes que te permitam analisar com maior clareza e objetividade entre as opções.

O mais importante é sempre ter uma boa cerveja dentro da embalagem. Por isso temos centenas de opções de cervejas incríveis em latas e garrafas (inclusive rolhadas) na loja virtual da The Beer Planet, é só clicar aqui , escolher as suas e recebe-las no conforto da sua casa!

Saúde!

A guerra para produzir a cerveja mais alcoólica do mundo

Por Rodolfo Bosqueiro
@umami.sommelieria (www.facebook.com/umami.sommelieria)

No post passado contamos a história do estilo de cerveja mais alcoólico do mundo, a Eisbock . A técnica de congelamento desenvolvida para produção desse estilo aliada à criatividade dos cervejeiros e às novas tecnologias, fez com que surgissem diversas cervejas de teor alcoólicos incrivelmente altos.

A guerra pacífica

Esses fatores foram se desenvolvendo até o ponto de que, há alguns anos, houvesse uma verdadeira guerra (pacífica) entre algumas cervejarias europeias para saber qual delas era capaz de produzir a cerveja mais alcoólica do mundo.

Aqui você vai conhecer mais a fundo essa batalha, que trouxe ao mercado cervejas bastante exóticas e bem alcoólicas!

Schorschbock 31

Em dezembro de 2008, a cervejaria alemã Schorschbräu, que já era conhecida por desafiar os limites com suas cervejas de trigo e Bocks, lançou a Schorschbock 31, uma Eisbock com 31% ABV.

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Uma cerveja que tinha o teor alcoólico apenas alguns pontos percentuais acima de qualquer outra já produzida no mundo.

Quase um ano mais tarde, em novembro de 2009, os gênios excêntricos da cervejaria escocesa BrewDog – Martin Dickie e James Watt – resolveram que deveriam desbancar a cervejaria alemã e lançar a cerveja mais alcoólica do mundo.

Tactical Nuclear Penguin

Foi então que a Tactical Nuclear Penguin, uma Imperial Stout maturada em barris de carvalho, que posteriormente utilizava o método de congelamento para atingir seus 32% de teor alcoólico, chegou ao mercado.

Pouco tempo depois, uma pequena cervejaria italiana chamada

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Freeze The Penguin

Revelation Cat tentou entrar nessa briga, produzindo uma cerveja com 35% ABV, cujo nome era uma mensagem de ataque bem direta à BrewDog – Freeze The Penguin.alcoolica

 

Schorschbock

Mas essa era na verdade uma guerra de apenas duas cervejarias. E antes mesmo que o ano de 2009 acabasse, a Schosrschbräu deu o troco e lançou uma versão mais potente da sua Schorschbock, com 40% ABV.

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Sink The Bismarck!

A guerra ainda não havia acabado. Em fevereiro de 2010, os escoceses da BrewDog contra-atacaram os alemães com outra cerveja que também trazia uma mensagem clara contra os alemães: a Sink The Bismarck!, com 41% ABV.

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Bismarck foi o maior navio de batalha da Alemanha nazista, que foi caçado e afundado pela Marinha britânica, em 1941, durante a Segunda Guerra Mundial, após ser descoberto em seu ancoradouro na Noruega.

 

Schorschbock

Mas os alemães não estavam prontos para deixar essa guerra sem lutar. E aumentaram o teor alcoólico da sua Schorschbock para 43% ABV em maio de 2010.

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End of History

Em 22 julho do mesmo ano, a BrewDog lançava o que foi uma das mais exóticas cervejas já vistas no mercado, e o que eles acreditavam ser o final dessa guerra.

Uma Belgian Blonde Ale com 55% ABV nomeada de forma clara e direta: End of History (numa tradução mais sugestiva, seria algo como “Fim de Papo”).

Essa cerveja foi envasada em garrafas de vidro envolvidas em carcaças de esquilos (REAIS!) mortos, através da técnica de taxidermia. Algo que somente os excêntricos fundadores da BrewDog poderiam fazer.

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Start the Future

Uma semana depois do anúncio da End of History, a holandesa Brouwerij’t Koelschip lançaria a Start the Future, com 60% ABV. No entanto, para atingir este patamar de teor alcoólico, a cervejaria havia adicionado whisky na receita, o que acaba por descaracterizá-la como cerveja, propriamente dita.

A título de curiosidade, decidimos por coloca-la na lista.

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Mas a cervejaria alemã Schorschbräu não havia desistido, e com um último esforço de defender o título de cerveja mais alcoólica do mundo, em Outubro de 2011, lançou sua nova e limitada versão da Schorschbock, com 57,5% ABV.

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Armageddon

Aparentemente, depois disso a BrewDog se retirou da batalha, mas outra cervejaria escocesa – a Brewmeister – comprou sua briga e lançou a Armageddon, com 65% de teor alcoólico, em novembro de 2012.

Muitos chegaram a dizer que a cerveja não tinha realmente o teor alcoólico que anunciava ter, e ela foi retirada da linha da cervejaria. Mas como voto de confiança, a Armageddon também está na lista das cervejas mais alcoólicas.

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Snake Venom

Em outubro de 2013, a mesma Brewmeister lançou a Snake Venom, uma cerveja que apresenta um sabor muito mais pronunciado de álcool, e que, com seus incríveis 67,5% ABV, até os dias de hoje mantém o título de cerveja mais alcoólica do mundo.

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E aí, será que ainda teremos mais capítulos nessa guerra alcoólica cervejeira?

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Saiba quem são os maiores bebedores de cerveja do mundo

Por Rodolfo Bosqueiro
@umami.sommelieria

Você acha que bebe mais ou menos cerveja que a média dos brasileiros? Será que você se encaixaria ao público dos países que mais bebem cerveja no mundo?

Vamos descobrir!

De acordo com os dados da última pesquisa divulgada (de 2016), a República Tcheca continua liderando os demais países em consumo de cerveja anual per capita, pelo 24º ano consecutivo.

Com uma média de 143,3 litros de cerveja por pessoa consumidos no ano, é equivalente dizer que cada tcheco bebeu mais de 400 latas de cerveja (de 355ml) em 2016.

É importante lembrar que essa pesquisa leva em consideração a população inteira do país (bebedores ou não de cerveja), portanto, esse número seria bem maior se fossem considerados apenas as pessoas que realmente bebem.

Em segundo lugar, aparece um país que está longe de ser uma referência dentro do mundo cervejeiro, mas que conta com uma colonização alemã, que evidentemente deixou suas raízes cervejeiras bem marcadas no local, a Namíbia.

Com uma média de 108 litros anuais de cerveja consumidos por pessoa, o país africano deixou até mesmo seu colonizador para trás, a Alemanha, que se encontra na 4ª posição do ranking.

O Brasil

Está na 31ª posição, com apenas 60,4 litros anuais consumidos por pessoa. Pouco mais de 170 latinhas de cerveja por ano, ou cerca de uma a cada dois dias.

Para ficar mais fácil de visualizar, montamos este quadro com o ranking dos principais países com maior volume de consumo de cervejas per capita:

 

Consumo de Cerveja per capita por país em 2016
Ranking 2016 Ranking 2015 País 2016
Consumo por pessoa (em litros) Equivalente em latas (355ml) Taxa de Crescimento 2015-2016
1 1 Repúb. Tcheca 143,3 403,7 1,4
2 5 Namíbia 108,0 304,2 8,4
3 3 Áustria 106,0 298,6 0,0
4 4 Alemanha 104,2 293,5 -0,8
5 6 Polônia 100,8 283,9 2,9
6 7 Irlanda 98,2 276,6 1,1
7 10 Romênia 94,1 265,1 3,2
8 2 Seicheles 90,0 253,5 -31,6
9 11 Estônia 89,5 252,1 -3,3
10 8 Lituânia 88,7 249,9 -13,3
12 13 Espanha 84,8 238,9 3,1
21 20 EUA 74,8 210,7 -0,2
24 24 Holanda 69,8 196,6 1,8
25 28 Reino Unido 67,7 190,7 2,6
27 23 Bélgica 67,4 189,9 -4,6
30 36 México 62,1 174,9 6,5
31 31 Brasil 60,4 170,1 -3,5
34 35 Canadá 57,7 162,5 -1,2

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Kirin Beer University Report Global Beer Consumption by Country in 2016

E aí, você nasceu no lugar certo? Em qual país do mundo você seria um bebedor modelo?

Já em termos de consumo global de cervejas em volume por país, não é nenhuma surpresa que a China lidera esse ranking há 14 anos, sendo responsável por beber aproximadamente 42% do volume de cerveja total mundial.

Embora o consumo dos chineses venha caindo nos últimos anos, o país com a maior população mundial ainda tem uma enorme folga quando comparado ao segundo e terceiro colocados, que são, respectivamente, Estados Unidos e Brasil; como é possível notar no quadro abaixo:

Consumo Global de Cerveja por país em 2016
Ranking 2016 Ranking 2015 País 2016 2015
Consumo Total (em milhões de kl) Market Share Global Taxa de Crescimento 2015-2016 Consumo Total (em milhões de kl) Market Share Global
1 1 China 41,772 22,4% -3,4% 43,264 23,0%
2 2 EUA 24,245 13,0% 0,6% 24,106 12,8%
3 3 Brasil 12,654 6,8% -2,7% 13,008 6,9%
4 5 Alemanha 8,412 4,5% -0,5% 8,450 4,5%
5 4 Rússia 8,405 4,5% -1,8% 8,559 4,6%
6 6 México 1,988 4,3% 8,4% 7,371 3,9%
7 7 Japão 5,251 3,8% -2,4% 5,380 2,9%
8 8 Reino Unido 4,373 2,3% -0,9% 4,413 2,3%
9 9 Vietnã 4,117 2,2% 7,4% 3,832 2,0%
10 11 Espanha 3,909 2,1% 2,3% 3,821 2,0%
18 19 Rep. Tcheca 1,959 1,0% 1,5% 1,930 1,0%

Fonte: Kirin Beer University Report Global Beer Consumption by Country in 2016 

De modo geral, o volume de cerveja consumido no mundo vem caindo, mas este dado não é necessariamente ruim, uma vez que o número de cervejarias artesanais vem subindo exponencialmente a cada ano.

Ou seja, esses dados podem estar demonstrando que os consumidores estão cada vez mais seletivos e exigentes com a qualidade do que estão bebendo e deixando um pouco de se preocupar com a quantidade.

Claro que outros fatores também influenciam nesses dados, como a capacidade de compra dos consumidores e outras questões econômicas.

Mas analisando a fundo os números dos principais países de referência no mercado cervejeiro, é possível perceber que finalmente o famoso “beba menos, beba melhor” está sendo colocado em prática.

Que assim seja!

 

Saiba tudo sobre as cervejas mais alcoólicas do mundo – as Eisbock

Por Rodolfo Bosqueiro
@umami.sommelieria (www.facebook.com/umami.sommelieria)

 

Como já falamos por aqui, o inverno é a época ideal para degustar cervejas mais alcoólicas. Especificamente neste post, iremos explorar o estilo Eisbock, as cervejas mais alcoólicas do mundo.

Elas são derivadas das já famosas cervejas de inverno alemãs – as Bocks – que são produzidas desde os anos 1300, ganhando diferentes nuances com o passar dos anos: Heller Bock (ou Maibock), Doppelbock e àquela que será nosso foco hoje, Eisbock.

Segundo conta a lenda, este estilo foi descoberto totalmente por acidente, na década de 1890, na cidade de Kulmbach, na Alemanha. Mais precisamente, na cervejaria Reichelbräu.

O mestre cervejeiro havia pedido a um jovem ajudante para levar alguns barris de cerveja Bock prontas a adega da cervejaria. Porém, este, cansado de um longo dia de trabalho, rolou-os para fora e imaginou que poderia terminar o trabalho na manhã seguinte.

Aquela noite acabou sendo uma rigorosa madrugada fria de inverno alemão, e quando os cervejeiros voltaram à cervejaria na manhã seguinte, ficaram horrorizados ao descobrir que os barris congelaram e explodiram.

Mas no centro desses barris congelados havia ficado um líquido marrom, semelhante a um xarope.

O mestre cervejeiro, como forma de punição ao jovem trabalhador, ordenou que ele terminasse de abrir os barris congelados e que bebesse esse  líquido marrom (supostamente) horrível.

Para a surpresa e o deleite do jovem, o líquido acabou por ser incrivelmente delicioso, doce e alcoólico e logo todos os trabalhadores estavam compartilhando da sua “punição”.

Diz a lenda que, desde então, os cervejeiros de Kulmbach deixavam alguns barris de Doppelbock para congelar durante a noite para coletar o doce néctar no dia seguinte. E assim nascia a Eisbock (pronunciada “ice-bock”), que na tradução literal, seria a “Bock de gelo”.

Se a história é verdadeira, ninguém pôde realmente afirmar, mas ela foi aceita no meio cervejeiro e tem sido repassada desde então.

O que de fato acontece na produção de uma Eisbock – que hoje certamente não é deixada para fora das cervejarias para congelar naturalmente no tempo – é que, com esse congelamento, a água cristaliza, separando os sólidos do álcool (que tem um ponto de congelamento menor).

E então, essa rica essência concentrada e não congelada da Bock é drenada, resultando em uma cerveja doce, com um delicioso aquecimento alcoólico e uma complexidade muito mais suave, profunda e rica de sabores do malte.

A coloração típica de uma Eisbock pode variar de um vermelho escuro a quase preto. No paladar, você pode encontrar notas de figos ou frutas secas e escuras, café torrado ou chocolate e até xarope de bordo (maple syrup).

Um dos exemplares mais populares do mundo – que você encontra em nossa loja virtual – é a premiada Schneider Weisse Aventinus Eisbock , uma versão de trigo do estilo, com teor alcoólico de 12% ABV.

Outra representante do estilo, que é bastante lendária entre os cervejeiros do mundo todo, é a Utopias, da cervejaria americana Samuel Adams. Com incríveis 28% ABV de teor alcoólico, suas exóticas garrafas de 750ml chegam a custar mais de U$200.00 no mercado.

De acordo com o guia oficial de estilos do Brewers Association, a Eisbock deve ter teor alcoólico entre 8,6% e 14,3% ABV. No entanto, essa técnica de congelamento é usada para produção de cervejas até com mais de 60% ABV. Mas este é um assunto para o próximo post.

 

Cervejas incríveis para deixar suas férias inesquecíveis!

Olá, beernauta!

Em julho, nossos experts trouxeram uma seleção memorável. Uma German Pilsner que usa o dobro de lúpulos para surpreender seu paladar. Uma autêntica cerveja de trigo belga, de sabor intenso, bem equilibrada e muito fácil de beber. Uma Rye IPA em lançamento exclusivo, complexa no aroma, com dry hopping de lúpulos australiano e alemão, super equilibrada e com excelente drinkability. Uma premiada Strong Golden Ale catarinense, que equilibra dulçor de maltes e suave amargor, finalizando seca e sutilmente condimentada. E uma deliciosa White Chocolate Stout inglesa de cor dourada, com adição de nibs de cacau. Desejo a você uma degustação inesquecível! Se quiser entrar em contato, meu e-mail é padilha@thebeerplanet.com.br.

José Raimundo Padilha
Sommelier de cervejas

Clube julho


1- Warsteiner Double Hopped Lata 500ml

Clube julho
Warsteiner Double Hopped Lata 500ml

“A alemã Warsteiner Double Hopped é uma cerveja do estilo German Pilsner com uma generosa carga de lúpulos. Apresenta um agradável aroma de lúpulo combinado a um suave amargor. É uma autêntica Lager alemã numa versão que utiliza o dobro da quantidade de lúpulo, que surpreende deliciosamente o paladar!”

Estilo:German Pilsner

Amargor: Médio

Teor Alcoólico:4,8% ABV

Olho:Dourada, boa espuma

Nariz:Cereal, floral, miolo de pão, cítrico

Boca:Leve, refrescante, suave amargor

Ingredientes: Água, malte de cevada, lúpulo e levedura

 

Harmonização: Peixes, frutos do mar, saladas em geral, pizza mussarela/marguerita, embutidos

Indicação do sommelier de cervejas: Camarão ao alho e óleo

Temperatura de Serviço: 2 a 4º C

Origem: Alemanha

Clube julho


2 – Corsendonk Blanche 330ml

Clube julho
Corsendonk Blanche 330ml

“A cerveja Corsendonk Blanche é uma autêntica cerveja de trigo belga, clara e não filtrada. Apresenta cor amarela, espuma branca de boa formação e persistência, aroma de levedura belga, de sabor intenso, típico do estilo, com toque cítrico de limão e especiarias. É uma cerveja bem equilibrada, fácil de beber e muito refrescante!”

Estilo: Witbier

Amargor:Baixo

Teor Alcoólico: 4,8% ABV

Olho: Amarela, turva, boa espuma

Nariz: Frutado, cítrica, especiarias

Boca :Leve, refrescante, baixo amargor, suave acidez cítrica

 

Ingredientes: Água, malte de cevada, malte de trigo, lúpulo e levedura

Harmonização: Queijo de cabra, salada, frutos do mar, comida japonesa

Indicação do sommelier de cervejas: Ceviche

Temperatura de Serviço :3 a 5º C

Origem: Bélgica

Clube julho


3 – Leuven Rye IPA Drache 600ml

Clube julho
Leuven Rye IPA Drache 600ml

“A cerveja artesanal Leuven Rye IPA Drache é complexa no aroma, com notas de frutas tropicais, como lichia, melão e maracujá, além de um destacado herbal, muito refrescante e agradável, por conta do dry hopping com os lúpulos australiano Vic Secret e alemão Ariana. O centeio presente na receita oferece uma delicada picância, deixando a cerveja ainda mais gostosa, equilibrada e com excelente drinkability!”

Estilo: Rye IPA

Amargor: Alto

Teor Alcoólico: 4,5% ABV

Olho: Dourada, turva, boa espuma

Nariz: Lupulada, frutada, cítrico

Boca: Maltada, frutada, final seco

Ingredientes: Água, malte de cevada, lúpulo e levedura

Harmonização:   Queijos intensos, como cheddar e gor  gonzola, carnes vermelhas.

Indicação do sommelier de cervejas: Hambúrguer

Temperatura de Serviço: 5 a 7° C

Origem: Brasil

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Clube julho

 


4 – Bierland Strong Golden Ale 500ml

 

Clube julho
Bierland Strong Golden Ale 500ml

“A cerveja artesanal catarinense Bierland Strong Golden Ale passa por longo período de maturação para atingir sua complexidade e delicadeza. Apresenta cor dourada, colarinho generoso e persistente, com líquido lindamente frisante. No aroma, é frutada com notas cítricas, que lembram tangerina, especiarias e leve toque alcoólico. No sabor, equilibra dulçor de maltes e suave amargor, finalizando seca e sutilmente condimentada. Ótima para acompanhar refeições!”

Estilo: Belgian Golden Strong Ale

Amargor: Moderado

Teor Alcoólico:9,0% ABV

Olho:Dourada, cristalina, boa espuma

Nariz:Frutada, cítrica, adocicado, especiarias

Boca: Corpo médio, frisante, condimentada, alcoólica, final seco

Ingredientes: Água, malte de cevada, lúpulo e levedura

Harmonização:Queijos azuis, frutos do mar, tender com frutas, panetone com frutas cristalizadas

Indicação do sommelier de cervejas: Paella

Temperatura de Serviço: 8 a 10°C

Origem: Brasil

Clube julho


5 – Adnams White Lies 330ml

 

Clube julho
Adnams White Lies 330ml

“A deliciosa cerveja artesanal Adnams White Lies foi produzida na Inglaterra em colaboração com os cervejeiros da Nova Zelândia, Yeastie Boys. Trata-se de uma White Chocolate Stout, uma Stout de cor dourada, mas com adição de nibs de cacau para trazer o caráter de chocolate sem escurecer a cerveja. Apresenta corpo leve, aromas marcantesde chocolate branco, pão doce e notas frutadas!”

Estilo: White Chocolate Stout

Amargor: Baixo

Teor Alcoólico: 4,5% ABV

Olho: Dourada, translúcida, boa espuma

Nariz:Frutado, chocolate branco, pão doce

Boca:Leve, chocolate, adocicado

 

Ingredientes: Água, malte de cevada, nibs de cacau, lúpulo e levedura

Harmonização: Carnes de caça, sobremesas leves

Indicação do sommelier de cervejas: Panna Cotta

Temperatura de Serviço: 5 a 8° C

Origem: Inglaterra

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Taça Weiss Premium

Dica do sommelier de cervejas:

“A Taça Weiss Premium é uma versão moderna das tradicionais taças Weiss. Tem o corpo longo para facilitar a visualização do fermento em suspensão, um dos atributos mais típicos nas cervejas de trigo, por não serem filtradas. Apresenta boca levemente estreita sobre bojo largo para retenção de aromas e perfeita acomodação da espuma generosa das cervejas do estilo, permitindo uma melhor degustação dos seus aromas intensos. Com paredes delgadas e ligeiramente anatômicas, formando uma cintura que impede que a taça deslize e se quebre no chão em uma eventual distração.”

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Uma seleção de aromas e sabores que batem um bolão!

Olá, beernauta!

Esse mês, nossos especialistas equilibraram cervejas clássicas incríveis com lançamentos em primeira mão. Uma American Pale Lager deliciosa, refrescante e muito fácil de beber. Uma Weizen alemã fresca e cheia de sabor. Uma Session IPA carregada no frescor do lúpulo. Uma legítima Belgian Dubbel Trapista feita por monges belgas, que é referência no estilo. E uma Imperial Black IPA bem torrada e lupulada. Desejo a você uma degustação inesquecível! Se quiser entrar em contato, meu e-mail é padilha@thebeerplanet.com.br

José Raimundo Padilha
Sommelier de cervejas

Clube Janeiro


 Pontal American Pale Lager 500ml

clube de junho
PONTAL AMERICAN PALE LAGER 500ML

“A cerveja artesanal Pontal American Pale Lager é muito refrescante, de perfil lupulado e bem aromática. A levedura de baixa fermentação deixa todo o conjunto mais suave e neutro, isso destaca o sabor cítrico, característico dos lúpulos americanos. O final é predominantemente seco, mas com um leve dulçor que vem do malte!”

Estilo: American Pale Lager

Amargor: Médio

Teor Alcoólico: 5,7% ABV

Olho: Amarelo, turva, boa espuma
Nariz: Frutado, cítrico

Boca: Cítrica, frutada, boa carbonatação, refrescante

Ingredientes: Água, malte de cevada, lúpulo e levedura

Harmonização: Peixes, frutos do mar, saladas em geral, pizza mussarela/marguerita, embutidos

Indicação do sommelier de cervejas: Salmão ao molho de maracujá

Temperatura de Serviço: 2 a 5º 

Origem: Brasil

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Licher Weizen 500ml

clube de junho
LICHER WEIZEN 500ML

“A cerveja artesanal Licher Weizen é produzida com o melhores trigo e leveduras, resultando numa cerveja fresca, adocicada e refrescante. Atualmente é fabricada na cervejaria Bitburger, uma das maiores da Alemanha, seguindo a Lei de Pureza alemã!”

Estilo: Weizen

Amargor: Baixo

Teor Alcoólico: 5,4% ABV

Olho: Amarela intensa, turva, boa espuma

Nariz: Frutado, banana, cravo

Boca: Corpo médio, baixo amargor, forte dulçor

Ingredientes: Água, malte de cevada, malte de trigo, lúpulo e levedura

Harmonização: Salada, frutos do mar, queijo brie, salsicha alemã

Indicação do sommelier de cervejas: Salsicha alemã com batatinhas assadas ao forno

Temperatura de Serviço: 4 a 6º C

Origem: Alemanha

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Ruiz Sesh IPA 600ml

clube junho
RUIZ SESH IPA 600ML

“A Ruiz Sesh IPA é uma cerveja artesanal do estilo Session IPA muito refrescante, equilibrada e saborosa, com a quantidade perfeita de lúpulos americanos de perfil cítrico, tropical e resinoso, em harmonia com uma cama discreta de puro maltes especiais. Tudo aquilo que você espera de uma IPA, daquelas que daria para beber o dia todo!”

Estilo: Session IPA

Amargor: Alto

Teor Alcoólico: 4,7% ABV

Olho: Dourada, turva, boa espuma

Nariz: Lupulada, frutada, cítrico

Boca: Maltada, frutada, final seco

Ingredientes: Água, malte de cevada, lúpulo e levedura

Harmonização: Queijos intensos, como cheddar e gorgonzola, carnes vermelhas.

Indicação do sommelier de cervejas: Hambúrguer

Temperatura de Serviço: 5 a 7° C

Origem: Brasil

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Westmalle Dubbel 330ml

 

clube junho
WESTMALLE DUBBEL 330ML

“De coloração marrom avermelhado devido aos maltes e candy sugar escuros, tem sabor complexo e muito equilibrado, com toques de café, suave caramelo e uma sugestão de anis. O final é seco e o corpo leve, harmonizando com carnes de caça e receitas com redução de vinho tinto. Westmalle Dubbel supera qualquer descrição.”

Estilo: Belgian Dubbel

Amargor: Moderado

Teor Alcoólico: 7,0% ABV

Olho: Marrom acobreado escuro, boa espuma

Nariz: Frutas secas, melado e banana

Boca: Condimentada, levemente torrado, final frutado lembrando cassis e herbal do lúpulo

Ingredientes: Água, maltes, lúpulos, levedura

Harmonização: Carnes de caça, filet mignon ao molho de vinho, lombo de porco, queijos azuis, funghi

Indicação do sommelier de cervejas: Cassoulet de coelho, pernil

Temperatura de Serviço: 8 a 12°C

Origem:Bélgica

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Tupiniquim Overnight 310ml

clube junho
TUPINIQUIM OVERNIGHT 310ML

“A cerveja artesanal gaúcha Tupiniquim Overnight é do estilo Double American Black Ale, também conhecido como Imperial Black IPA. Utiliza uma carga maior de maltes torrados e também de lúpulo, criando uma cerveja onde o torrado e o lupulado estão em destaque!”

Estilo: Imperial Black IPA

Amargor: Alto

Teor Alcoólico: 8,6% ABV

Olho: Preta, opaca, boa espuma

Nariz: Torrado, chocolate, mentolado, herbal

Boca: Torrado, amargor intenso, chocolate, cítrico

Ingredientes: Água, malte de cevada, lúpulo e levedura

Harmonização: Carnes grelhadas puxadas no alho e sobremesas à base chocolate com toque cítrico

Indicação do sommelier de cervejas: Picanha no alho

Temperatura de Serviço: 6 a 8° C

Origem:Brasil

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Taça Black

Dica do sommelier de cervejas:

“A Taça Black é moderna e estilizada com suas formas geométricas curvas e arredondadas. É mais indicada para bebidas mais alcoólicas e de coloração mais escura, âmbar ou avermelhadas. A sua base lisa e em forma de cone permite uma boa fixação da taça na mão, acomodando na cintura que a base cria quando encontra o bojo da parte superior da taça.”

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Clube Janeiro.

Dicas de harmonização de queijos e cerveja

 

Por Rodolfo Bosqueiro
@umami.sommelieria (www.facebook.com/umami.sommelieria)

Com a chegada do clima mais ameno, as agradáveis noites de queijos e vinhos se tornam mais frequentes. Mas que tal tentar algo diferente nas reuniões com amigos e familiares (ou até em um encontro), harmonizando queijos e cervejas?!

As cervejas são mais versáteis e não menos complexas que os vinhos em um evento de harmonização com queijos (ou qualquer outro alimento). E acredite, existem ótimas opções para acompanhar até mesmo um delicioso fondue nesse friozinho.

Queijos frescos e mais suaves, como minas, muçarela, feta, burrata ou até o de cabra fresco harmonizam bem com cervejas igualmente leves, como as Weizen (cervejas de trigo alemãs), Pilsen, Helles, Koelsch, Cream Ale, American Blonde Ale, etc.

Exemplos: Schneider Weisse TAP 2, Bierland Pilsen , HB Original  e Schmitt Blond Ale.

Os queijos de mofo branco, como o brie e o camembert vão muito bem com geleias de frutas, que trazem dulçor e acidez. Pensando nisso, podemos trazer cervejas com este mesmo perfil frutado e de leve acidez, como as Weizen, Witbier, Saison (não tão lupuladas) e Fruit Beer.

Exemplos: Jacobinus Hefe-Weizen , La Trappe Witte , e Anchor Mango Wheat .

Os queijos semiduros, como gouda, gruyère e emmental, trazem notas amendoadas e um pouco mais de gordura que os citados anteriormente, portanto pedem cervejas levemente mais alcoólicas e com boa presença de malte, tais como Märzen, Bock, Weizenbock, Dunkel, Belgian Blonde Ale, English Brown Ale, etc.

Exemplos: Bierbaum Weizenbock , Maredsous Blonde , e Brooklyn Brown Ale.

Queijos duros e salgados, como o parmesão, pecorino e grana padano, pedem por cervejas mais intensas e alcoólicas. As mais adocicadas (Doppelbock, Tripel e Belgian Strong Ale) vão contrabalancear o sal.

Já as Stouts e Porters vão combinar suas notas tostadas com o umami intenso desses queijos e formar uma combinação infalível.

Exemplos: Ayinger Celebrator, Bierland Strong Golden Ale, e Anchor Porter.

Os queijos azuis e os de ovelha maturados, como gorgonzola, roquefort, stilton e pecorino são bastante intensos, gordurosos e salgados, portanto demandam cervejas igualmente mais potentes.

Cervejas dos estilos Doppelbock, Quadrupel, Tripel mais alcoólicas, Barley Wines, etc. são ótimas pedidas. Exemplos: La Trappe Quadrupel , Brooklyn Tripel Burner, e Cevada Pura Capitão Barbosa.

Cervejas mais lupuladas, como Pale Ales, IPAs e Double IPAs também harmonizam com queijos azuis mais fortes (roquefort, gorgonzola, brillat-savarin), além dos queijos de cabra frescos, que apresentam acidez elevada. Exemplos: BrewDog Dead Pony Club, Lagunitas IPA  e Shipyard XXXX IPA.

Enfim, a variedade de queijos e cervejas é imensa. O importante é sempre levar em consideração a intensidade de cada um.

Então, caso o queijo ou o estilo de cerveja específico que você quer harmonizar não esteja entre os citados acima, é só seguir algumas dicas, que a sua reunião terá tudo para ser incrivelmente prazerosa:

Intensidade:

Queijos leves e frescos, com cervejas também mais leves. Assim como queijos mais complexos e intensos pedem por cervejas mais fortes e maltadas;

Textura:

Queijos mais cremosos pedem cervejas mais encorpadas, macias e maltadas. E queijos mais duros, cervejas mais secas;

Acidez:

Queijos frescos são mais ácidos que os maturados e, por semelhança, vão muito bem com cervejas igualmente ácidas;

Dulçor:

Queijos maturados são mais adocicados e, também por semelhança, combinam com cervejas mais maltadas. Essas, por sua vez, também vão bem com queijos mais salgados, equilibrando o paladar;

Amargor:

Cervejas mais amargas e lupuladas são ótimas acompanhantes de queijos mais gordurosos ou bem ácidos (como os de cabra);

Álcool:

Quanto mais alcoólica a cerveja, mais complexo e intenso deve ser o queijo.

Está esperando o quê para chamar os amigos e organizar uma bela harmonização de queijos e cervejas?

Aprenda a decifrar todas as informações contidas no rótulo da cerveja

Por Rodolfo Bosqueiro

@umami.sommelieria 

Os rótulos de cerveja estão cada dia mais atraentes para prender a atenção do consumidor. Deixando a beleza de lado, você sabe decifrar todas as informações que aparecem no rótulo de sua cerveja?

É importante que você entenda o que significa cada umas das informações do rótulo que está presente para compreender o perfil daquela cerveja e tomar sua decisão de compra.

Só assim você evita a frustração de comprar uma cerveja que não era bem aquilo que você esperava.

Então, resolvemos criar este glossário para facilitar a sua vida na hora de entender essas informações e definir qual será a melhor cerveja para você naquele momento:

    • ABV (Alcohol By Volume):

      Indica o teor alcoólico da cerveja. Ou seja, se no rótulo estiver escrito “5% ABV”, significa que em cada 100ml de cerveja, há 5ml de álcool.

  • Baixa / Alta Fermentação:

    Cervejas de baixa fermentação são as Lagers, geralmente mais limpas e com as características principais dos próprios ingredientes. As de alta, ou Ales, têm fermentação em temperaturas mais elevadas e maior complexidade de sabores e aromas resultada da fermentação.

  • Brettanomyces:

    Levedura selvagem usada na produção de alguns estilos de cerveja que resultam em aromas rústicos e animalescos (couro, estábulo, etc).

    • Cereais Não Malteados:

      Cereais que não passam pelo processo de malteação, servindo como fonte mais leve e mais barata de açúcares para fermentação das cervejas. Ex: Milho, arroz, etc.

    • Dry-hopping / Dry-hopped:

      Técnica de adição de lúpulo na fabricação de cerveja, após o resfriamento – na fase de fermentação e/ou maturação – com o objetivo de potencializar os aromas do ingrediente na bebida.

    • EBC (European Brewery Convention):

      Escala europeia utilizada para determinação da cor das cervejas. A legislação brasileira utiliza essa escala como padrão.

    • Estilo:

      Através dessa indicação, a cervejaria está informando quais características você deverá encontrar na sua cerveja. Se você ainda não está familiarizado com os nomes, clique aqui  e conheça os mais de 100 estilos existentes.

  • Fermentação Espontânea:

    Cervejas fermentadas por microrganismos presentes no ambiente. As chamadas leveduras selvagens produzem perfis sensoriais bem característicos. O exemplo mais clássico seriam as Lambics belgas.

  • IBU (International Bitterness Unit):

    É a unidade internacional de amargor. O paladar humano não consegue diferenciar nada muito acima de 100 IBU. Uma American Lager comum tem entre 4 e 15 IBU e uma American IPA fica entre 50 e 70 IBU.

  • Maturação em Barril / Barrel Aged / Wood Aged:

    Algumas cervejas passam um período de repouso em barris (ou com lascas) de madeira para adquirir características específicas da própria madeira ou da bebida anteriormente armazenada no barril.

  • Não Pasteurizada:

    Cervejas que não passaram pelo processo de pasteurização, no qual a bebida é submetida a um choque térmico a fim garantir sua estabilidade e maior tempo de validade.

  • Puro Malte:

    Cervejas que têm o malte de cevada como fonte exclusiva de açúcares, sem a utilização de qualquer tipo de adjunto (como o milho, o arroz, etc.).

  • Refermentação na Garrafa / Bottle-conditioned:

    Ocorre uma fermentação secundária dentro da própria garrafa, ou seja, as leveduras continuam trabalhando mesmo após o envase da cerveja. Muito comum em cervejas belgas.

  • Reinheitsgebot (ou Lei de Pureza Alemã):

  • Também chamada de “Lei de Pureza da Cerveja” ou “Lei de Pureza de 1516”. Determina que a cerveja foi produzida apenas com os quatro ingredientes básicos: água, malte, lúpulo e levedura.
  • Session:

    Versões de qualquer estilo de cerveja com teor alcoólico reduzido. A mais comum é a Session IPA. Não confundir com Saison, que é um estilo Belga.

  • Single Hop:

    Indica que a cerveja possui adição de apenas uma variedade de lúpulo.

  • SRM (Standard Reference Method):

    É a escala americana para medição da cor das cervejas. Veja abaixo comparação entre as escalas EBC e SRM:

    informações do rótulo
    Foto: Site O Caneco

 

  • Wet Hopping:

     Processo parecido ao Dry-hopping, porém utilizando lúpulos frescos no lugar do lúpulo seco ou em pellets.

Conheça a Pastry Stout – o estilo de cerveja inspirado nas sobremesas

Por Rodolfo Bosqueiro
@umami.sommelieria

O mercado cervejeiro é bem dinâmico e repleto de consumidores sedentos por novidades. A nível Brasil, pudemos notar um grande aumento no número de Pastry Stouts nacionais e internacionais nos pontos de venda.

Mas você conhece as Pastry Stouts? Fique tranquilo, que a gente te conta tudo sobre elas.

A Pastry Stout é uma cerveja escura, podendo ter como base uma Stout (óbvio) ou mais frequentemente, uma Imperial Stout, com adições de ingredientes que geralmente são usados no preparo de sobremesas.

O próprio nome já entrega a inspiração por trás do estilo. A palavra inglesa “Pastry” remete a “doces”, “confeitaria”. Essas cervejas lembram verdadeiras sobremesas líquidas.

São adocicadas, aveludadas (e até oleosas), encorpadas e ricas em adjuntos, como nibs de cacau, coco, baunilha, canela, castanhas, café, frutas, lactose, especiarias, etc.

Produzir cervejas com esses adjuntos não é lá uma grande novidade, muito menos uma inovação. Mas a Pastry Stout ou as “dessert-beers” (cervejas-sobremesas) são pensadas para realmente trazerem o paladar o mais próximo possível de uma sobremesa.

E a quantidade de cervejas com essas características que surgiram no último ano é realmente impressionante.

A Hocus Pocus, do Rio de Janeiro, lançou dois rótulos de respeito, que seguem o caminho das Pastry Stouts: a Rabbit Hole, que foi eleita a melhor cerveja do Mondial de La Biére 2017, com adição de cacau, aveia, coco, coco queimado, lactose e nozes negras. E a Waking Life, que leva adição de cacau e aveia.

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Foto: Facebook Cervejaria Hocus Pocus

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A Tupiniquim é outra cervejaria que tem explorado bastante essa inclinação pelas dessert-beers e lançou diversos rótulos com essas características no último ano:

A Manjar Negro, com adição de coco; a Avelã Frapê , com café, avelã e baunilha; a Monjolo Floresta Negra, com framboesa, cacau e baunilha; a Manjar dos Deuses e a Coconut Super Porter, ambas com coco queimado; e a Pecan Imperial Stout, maturada com noz pecan.

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Foto: Cervejaria Tupiniquim

Aliás, fazendo uma análise mais ampla do cenário cervejeiro, vê-se que a tendência tem deixado de ser a explosão de amargor das IPAs e Imperial IPAs, que por muito tempo dominaram o paladar dos Hopheads de plantão.

Até mesmo as IPAs ficaram menos amargas e mais frutadas, como vimos no outro texto do Blog sobre a ascensão da New England IPA.

Seguindo essas tendências, também temos notado uma grande proliferação das chamadas “Milkshake IPAs”, que levam adição de lactose, aveia e, em alguns casos, frutas.

Encorpadas e também aveludadas, essas cervejas têm o objetivo (óbvio novamente) de se assemelharem a uma sobremesa específica: o milk-shake.

Não dá para cravar se esses tipos de cerveja vão ficar pelo mercado por muito tempo, ou se é uma onda passageira.

Nem Pastry Stout e nem Milkshake IPA são reconhecidas pelo guia oficial de estilos do Brewers Association, como recentemente aconteceu com a New England IPA.

Mas tantas cervejarias têm produzido esse estilo, que não seria nada surpreendente se elas entrasse para essa lista oficial em um futuro próximo. Até lá, vamos aproveitar os lançamentos enquanto eles ainda estão por aqui.

 

Tudo que você precisa saber sobre a adorada New England IPA…

…agora que ela se tornou (oficialmente) um estilo de cerveja.

Por Rodolfo Bosqueiro
@umami.sommelieria

Não é de hoje que o mercado brasileiro está recheado das queridinhas IPAs frutadas, aromáticas e turvas. As tão aclamadas New England, Hazy, ou Juicy IPAs.

Mas foi só agora, em Março, que ela foi reconhecida oficialmente como um estilo de cerveja, com o lançamento da nova versão do Guia de Estilos do Brewers Association (BA) .

O BA é guia utilizado como referência de diretrizes e características para todas as cervejas comerciais. É como se fosse um manual oficial e mundial dos estilos de cerveja.

Mas você sabe como as NE IPAs chegaram até aqui?

A história começou lá nos anos 90, quando dois cervejeiros já fabricavam IPAs sem a esperada aparência límpida do estilo, num pub na cidade de Burlington, no estado de Vermont, EUA.

Mais tarde, em 2003, um deles (John Kimmich) fundou a cervejaria The Alchemist e produziu o que se tornaria a precursora das Hazy IPAs – a Heady Topper.

The Alchemist Heady Topper, a precursora das NE IPAs, que seria enlatada pela primeira vez somente em Agosto de 2011.

  Nessa época, a Hill Farmstead – criada por um cliente fiel de Kimmich – abriria suas portas em Vermont e também produziria suas IPAs turvas e suaves.

Esses acontecimentos mudariam a história e a trajetória do mercado das IPAs da noite para o dia, fazendo com que a atitude do público também fosse afetada.

Kimmich explica que, no início, a cerveja era rejeitada por não ter as características de uma IPA tradicional. Mas depois do sucesso, os comentários eram do tipo: “Essa ou aquela cerveja não é turva suficiente”. E assim a NE IPA passaria de “patinho feio das cervejas” para a nova moda a ser seguida.

Até então o padrão mais comum das IPAs americanas era o que a Costa Oeste havia ensinado: amargor agressivo e marcante, com paladar bastante resinoso e cítrico, de pinho e toranja, além do perfil mais neutro de levedura.

Até que algumas pequenas cervejarias da Costa Leste, na região chamada de New England, resolveram fazer algo diferente, em que o amargor arrebatador não era o foco e a levedura também teria importante papel de destaque no conjunto.

Ao mesmo tempo, variedades de lúpulos com perfis frutados, característicos da Hazy IPA, estavam sendo lançados ou vinham ganhando popularidade, como é o caso do Mosaic, Citra e Galaxy.

O momento era perfeito para a ascensão do novo estilo. Estes lúpulos utilizados de formas diferentes, interagindo com uma levedura também distinta e aliados à criatividade dos cervejeiros fizeram a NE IPA prosperar.

Mas então, você sabe exatamente o que esperar de uma autêntica New England IPA?

Uma coloração que vai de amarelo claro a dourado escuro, e de aparência turva, muitas vezes até opaca (lembrando um suco de manga).

Devem ser bastante aromáticas e frutadas, com elevada percepção do perfil de lúpulos utilizado. Notas de frutas tropicais e cítricas (manga, mamão, goiaba, maracujá, abacaxi) são as mais comuns. No entanto, o amargor não pode ser alto e nem duradouro.

São mais encorpadas do que as IPAs tradicionais, com sensação aveludada e macia, o que contribui para este perfil de sabores.

Sendo o mercado americano o mais influente quando o assunto é IPA, assim que as Hazy IPAs ganharam popularidade por lá, foi só uma questão de tempo até que as cervejarias do mundo todo começassem a desenvolver suas receitas.

E aqui não foi diferente. O público brasileiro recebeu as NE IPAs de braços e copos abertos. Por isso temos hoje diversos rótulos importados no mercado, além de uma grande variedade de cervejarias brasileiras produzindo ótimas Juicy IPAs.

Clique aqui e veja a seleção de NE IPAs que separamos para você na loja virtual da The Beer Planet.