Saiba tudo sobre as cervejas mais alcoólicas do mundo – as Eisbock

Por Rodolfo Bosqueiro
@umami.sommelieria (www.facebook.com/umami.sommelieria)

 

Como já falamos por aqui, o inverno é a época ideal para degustar cervejas mais alcoólicas. Especificamente neste post, iremos explorar o estilo Eisbock, as cervejas mais alcoólicas do mundo.

Elas são derivadas das já famosas cervejas de inverno alemãs – as Bocks – que são produzidas desde os anos 1300, ganhando diferentes nuances com o passar dos anos: Heller Bock (ou Maibock), Doppelbock e àquela que será nosso foco hoje, Eisbock.

Segundo conta a lenda, este estilo foi descoberto totalmente por acidente, na década de 1890, na cidade de Kulmbach, na Alemanha. Mais precisamente, na cervejaria Reichelbräu.

O mestre cervejeiro havia pedido a um jovem ajudante para levar alguns barris de cerveja Bock prontas a adega da cervejaria. Porém, este, cansado de um longo dia de trabalho, rolou-os para fora e imaginou que poderia terminar o trabalho na manhã seguinte.

Aquela noite acabou sendo uma rigorosa madrugada fria de inverno alemão, e quando os cervejeiros voltaram à cervejaria na manhã seguinte, ficaram horrorizados ao descobrir que os barris congelaram e explodiram.

Mas no centro desses barris congelados havia ficado um líquido marrom, semelhante a um xarope.

O mestre cervejeiro, como forma de punição ao jovem trabalhador, ordenou que ele terminasse de abrir os barris congelados e que bebesse esse  líquido marrom (supostamente) horrível.

Para a surpresa e o deleite do jovem, o líquido acabou por ser incrivelmente delicioso, doce e alcoólico e logo todos os trabalhadores estavam compartilhando da sua “punição”.

Diz a lenda que, desde então, os cervejeiros de Kulmbach deixavam alguns barris de Doppelbock para congelar durante a noite para coletar o doce néctar no dia seguinte. E assim nascia a Eisbock (pronunciada “ice-bock”), que na tradução literal, seria a “Bock de gelo”.

Se a história é verdadeira, ninguém pôde realmente afirmar, mas ela foi aceita no meio cervejeiro e tem sido repassada desde então.

O que de fato acontece na produção de uma Eisbock – que hoje certamente não é deixada para fora das cervejarias para congelar naturalmente no tempo – é que, com esse congelamento, a água cristaliza, separando os sólidos do álcool (que tem um ponto de congelamento menor).

E então, essa rica essência concentrada e não congelada da Bock é drenada, resultando em uma cerveja doce, com um delicioso aquecimento alcoólico e uma complexidade muito mais suave, profunda e rica de sabores do malte.

A coloração típica de uma Eisbock pode variar de um vermelho escuro a quase preto. No paladar, você pode encontrar notas de figos ou frutas secas e escuras, café torrado ou chocolate e até xarope de bordo (maple syrup).

Um dos exemplares mais populares do mundo – que você encontra em nossa loja virtual – é a premiada Schneider Weisse Aventinus Eisbock , uma versão de trigo do estilo, com teor alcoólico de 12% ABV.

Outra representante do estilo, que é bastante lendária entre os cervejeiros do mundo todo, é a Utopias, da cervejaria americana Samuel Adams. Com incríveis 28% ABV de teor alcoólico, suas exóticas garrafas de 750ml chegam a custar mais de U$200.00 no mercado.

De acordo com o guia oficial de estilos do Brewers Association, a Eisbock deve ter teor alcoólico entre 8,6% e 14,3% ABV. No entanto, essa técnica de congelamento é usada para produção de cervejas até com mais de 60% ABV. Mas este é um assunto para o próximo post.

 

Conheça a Pastry Stout – o estilo de cerveja inspirado nas sobremesas

Por Rodolfo Bosqueiro
@umami.sommelieria

O mercado cervejeiro é bem dinâmico e repleto de consumidores sedentos por novidades. A nível Brasil, pudemos notar um grande aumento no número de Pastry Stouts nacionais e internacionais nos pontos de venda.

Mas você conhece as Pastry Stouts? Fique tranquilo, que a gente te conta tudo sobre elas.

A Pastry Stout é uma cerveja escura, podendo ter como base uma Stout (óbvio) ou mais frequentemente, uma Imperial Stout, com adições de ingredientes que geralmente são usados no preparo de sobremesas.

O próprio nome já entrega a inspiração por trás do estilo. A palavra inglesa “Pastry” remete a “doces”, “confeitaria”. Essas cervejas lembram verdadeiras sobremesas líquidas.

São adocicadas, aveludadas (e até oleosas), encorpadas e ricas em adjuntos, como nibs de cacau, coco, baunilha, canela, castanhas, café, frutas, lactose, especiarias, etc.

Produzir cervejas com esses adjuntos não é lá uma grande novidade, muito menos uma inovação. Mas a Pastry Stout ou as “dessert-beers” (cervejas-sobremesas) são pensadas para realmente trazerem o paladar o mais próximo possível de uma sobremesa.

E a quantidade de cervejas com essas características que surgiram no último ano é realmente impressionante.

A Hocus Pocus, do Rio de Janeiro, lançou dois rótulos de respeito, que seguem o caminho das Pastry Stouts: a Rabbit Hole, que foi eleita a melhor cerveja do Mondial de La Biére 2017, com adição de cacau, aveia, coco, coco queimado, lactose e nozes negras. E a Waking Life, que leva adição de cacau e aveia.

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Foto: Facebook Cervejaria Hocus Pocus

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A Tupiniquim é outra cervejaria que tem explorado bastante essa inclinação pelas dessert-beers e lançou diversos rótulos com essas características no último ano:

A Manjar Negro, com adição de coco; a Avelã Frapê , com café, avelã e baunilha; a Monjolo Floresta Negra, com framboesa, cacau e baunilha; a Manjar dos Deuses e a Coconut Super Porter, ambas com coco queimado; e a Pecan Imperial Stout, maturada com noz pecan.

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Foto: Cervejaria Tupiniquim

Aliás, fazendo uma análise mais ampla do cenário cervejeiro, vê-se que a tendência tem deixado de ser a explosão de amargor das IPAs e Imperial IPAs, que por muito tempo dominaram o paladar dos Hopheads de plantão.

Até mesmo as IPAs ficaram menos amargas e mais frutadas, como vimos no outro texto do Blog sobre a ascensão da New England IPA.

Seguindo essas tendências, também temos notado uma grande proliferação das chamadas “Milkshake IPAs”, que levam adição de lactose, aveia e, em alguns casos, frutas.

Encorpadas e também aveludadas, essas cervejas têm o objetivo (óbvio novamente) de se assemelharem a uma sobremesa específica: o milk-shake.

Não dá para cravar se esses tipos de cerveja vão ficar pelo mercado por muito tempo, ou se é uma onda passageira.

Nem Pastry Stout e nem Milkshake IPA são reconhecidas pelo guia oficial de estilos do Brewers Association, como recentemente aconteceu com a New England IPA.

Mas tantas cervejarias têm produzido esse estilo, que não seria nada surpreendente se elas entrasse para essa lista oficial em um futuro próximo. Até lá, vamos aproveitar os lançamentos enquanto eles ainda estão por aqui.

 

Tudo que você precisa saber sobre a adorada New England IPA…

…agora que ela se tornou (oficialmente) um estilo de cerveja.

Por Rodolfo Bosqueiro
@umami.sommelieria

Não é de hoje que o mercado brasileiro está recheado das queridinhas IPAs frutadas, aromáticas e turvas. As tão aclamadas New England, Hazy, ou Juicy IPAs.

Mas foi só agora, em Março, que ela foi reconhecida oficialmente como um estilo de cerveja, com o lançamento da nova versão do Guia de Estilos do Brewers Association (BA) .

O BA é guia utilizado como referência de diretrizes e características para todas as cervejas comerciais. É como se fosse um manual oficial e mundial dos estilos de cerveja.

Mas você sabe como as NE IPAs chegaram até aqui?

A história começou lá nos anos 90, quando dois cervejeiros já fabricavam IPAs sem a esperada aparência límpida do estilo, num pub na cidade de Burlington, no estado de Vermont, EUA.

Mais tarde, em 2003, um deles (John Kimmich) fundou a cervejaria The Alchemist e produziu o que se tornaria a precursora das Hazy IPAs – a Heady Topper.

The Alchemist Heady Topper, a precursora das NE IPAs, que seria enlatada pela primeira vez somente em Agosto de 2011.

  Nessa época, a Hill Farmstead – criada por um cliente fiel de Kimmich – abriria suas portas em Vermont e também produziria suas IPAs turvas e suaves.

Esses acontecimentos mudariam a história e a trajetória do mercado das IPAs da noite para o dia, fazendo com que a atitude do público também fosse afetada.

Kimmich explica que, no início, a cerveja era rejeitada por não ter as características de uma IPA tradicional. Mas depois do sucesso, os comentários eram do tipo: “Essa ou aquela cerveja não é turva suficiente”. E assim a NE IPA passaria de “patinho feio das cervejas” para a nova moda a ser seguida.

Até então o padrão mais comum das IPAs americanas era o que a Costa Oeste havia ensinado: amargor agressivo e marcante, com paladar bastante resinoso e cítrico, de pinho e toranja, além do perfil mais neutro de levedura.

Até que algumas pequenas cervejarias da Costa Leste, na região chamada de New England, resolveram fazer algo diferente, em que o amargor arrebatador não era o foco e a levedura também teria importante papel de destaque no conjunto.

Ao mesmo tempo, variedades de lúpulos com perfis frutados, característicos da Hazy IPA, estavam sendo lançados ou vinham ganhando popularidade, como é o caso do Mosaic, Citra e Galaxy.

O momento era perfeito para a ascensão do novo estilo. Estes lúpulos utilizados de formas diferentes, interagindo com uma levedura também distinta e aliados à criatividade dos cervejeiros fizeram a NE IPA prosperar.

Mas então, você sabe exatamente o que esperar de uma autêntica New England IPA?

Uma coloração que vai de amarelo claro a dourado escuro, e de aparência turva, muitas vezes até opaca (lembrando um suco de manga).

Devem ser bastante aromáticas e frutadas, com elevada percepção do perfil de lúpulos utilizado. Notas de frutas tropicais e cítricas (manga, mamão, goiaba, maracujá, abacaxi) são as mais comuns. No entanto, o amargor não pode ser alto e nem duradouro.

São mais encorpadas do que as IPAs tradicionais, com sensação aveludada e macia, o que contribui para este perfil de sabores.

Sendo o mercado americano o mais influente quando o assunto é IPA, assim que as Hazy IPAs ganharam popularidade por lá, foi só uma questão de tempo até que as cervejarias do mundo todo começassem a desenvolver suas receitas.

E aqui não foi diferente. O público brasileiro recebeu as NE IPAs de braços e copos abertos. Por isso temos hoje diversos rótulos importados no mercado, além de uma grande variedade de cervejarias brasileiras produzindo ótimas Juicy IPAs.

Clique aqui e veja a seleção de NE IPAs que separamos para você na loja virtual da The Beer Planet.

 

Saiba mais sobre os estilos de cerveja em 5 minutos

Por Rodolfo Bosqueiro
@umami.sommelieria

Estilos de cerveja

Para começar sem deixar nada essencial para trás, é preciso saber o que são os estilos de cerveja e por que eles existem.
Como você deve saber, existem diversos tipos de cervejas diferentes, as mais adocicadas, mais lupuladas (amargas), mais escuras, defumadas, ácidas, etc. Os estilos de cerveja são uma forma de classificá-las de acordo com essas e outras características, como aparência, teor alcoólico, aromas, paladar, sensações de boca, ingredientes, fermentação, além da história e da cultura por trás de cada tipo de cerveja.
Dessa forma, consumidores e cervejeiros falam a mesma língua. Quando você chega em um bar e escolhe uma Stout ou uma Witbier, imediatamente você já imagina o que esperar da cerveja pedida, independente da marca. E isso facilita muito as nossas vidas.
Mas, você sabia que existem mais de 100 estilos de cervejas catalogados? E dois grandes guias são utilizados para classificar os tipos de cervejas: o Brewers Association Beer Style Guidelines, mais conhecido como BA; e o Beer Style Guidelines do Beer Judge Certification Program, também chamado de BJCP.
Estes guias são as referências mundiais em estilos de cervejas e são usados por cervejeiros para criar suas receitas e por juízes para julgar competições de cerveja. Mas aqui vamos facilitar sua vida passando pelos principais estilos de forma prática para que você conheça um pouco mais sobre eles.
As cervejas são divididas em famílias (Lager, Ale, Fermentação Espontânea e Híbridas) e origens, ou escolas cervejeiras (Alemanha, Reino Unido, Bélgica e Estados Unidos)

Lager

Cervejas de baixa fermentação, que em sua maioria são mais leves, com menor complexidade de sabores devido à fermentação ocorrer em baixas temperaturas. A coloração pode variar de um estilo para outro. Alguns dos principais estilos dentro da família das Lager são:

  • Pilsner/Pilsen: são cervejas douradas, brilhantes, com amargor e teor alcoólico baixos. Levam esse nome por serem originais da cidade de Pils na República Tcheca. A primeira Pilsen do mundo foi a Pilsner Urquell. Conforme a variação de intensidade e tipo de amargor, podem estar classificadas como Bohemian Pilsner, German Pils, Münchner Helles ou Dortmunder Export.
Estilos de cerveja
Münchner Helles (Bamberg Helles)
Estilos de cerveja
Dortmunder Export (Imigração Export)

 

 

 

 

 

 

 

Estilos de cerveja
German Pils (Wihenstephaner Pils)
Estilos de cerveja - Bernard Celebration
Bohemian Pilsner (Bernard Celebration)

 

 

 

 

 

 

 

  • Schwarzbier: são as Lager escuras, feitas com maltes torrados. A palavra “schwarzbier” significa “cerveja preta” em alemão. Possuem aromas e sabores que remetem ao chocolate, café, cacau e caramelo. Mas são diferentes das Stouts e Porters, pois não apresentam características frutadas, possuem corpo e teor alcoólico baixos e final seco.
Estilos de cerveja - Bamberg Schwarzbier
Bamberg Schwarzbier
Estilos de cerveja - Köstritzer Schwarzbier
Köstritzer Schwarzbier

 

 

 

 

 

 

  • Rauchbier: são cervejas que utilizam maltes defumados em suas receitas, trazendo aromas e sabores que lembram bacon e fumaça. Essas cervejas podem ser tanto Lager como Ale, pois dependem do estilo que foi utilizado como base. Por Exemplo: pode ser uma Helles Rauchbier ou uma Märzen Rauchbier, ambas Lager, ou ainda uma Weiss Rauchbier (cerveja de trigo da família das Ale, que leva malte defumado). Suas características de aparência e paladar vão ser influenciadas pelo estilo utilizado como base.

As Rauchbiers mais famosas do mundo são as alemãs da Schlenkerla.

Estilos de cerveja - Cervejas Aecht Schlenkerla
Cervejas Aecht Schlenkerla
  • Bock: são as cervejas alemãs de inverno, com teor alcoólico acima de 6,3% ABV, são mais maltadas e adocicadas. Sua coloração geralmente é castanha avermelhada, mas existem versões mais claras, as chamadas Heller Bock ou Maibock.

Existem ainda algumas variações mais potentes e complexas do estilo, como a Doppelbock, com teor alcoólico que pode chegar a 7,6% ABV e a Eisbock, que tradicionalmente eram fabricadas a partir do congelamento da Doppelbock para aumentar o teor alcoólico, que pode chegar a 14,3% ABV.

Estilos de cerveja - Bierbaum Bock
Heller Bock (Bierbaum Bock)
Estilos de cerveja - Schneider Weisse Aventinus
Eisbock (Schneider Weisse Aventinus)
Estilos de cerveja - Ayinger Celebrator
Doppelbock (Ayinger Celebrator)

Ale

São cervejas de alta fermentação, mais complexas que as Lager e na maioria dos estilos apresentam paladar frutado proveniente desse tipo de fabricação. Alguns dos principais estilos são:

  • Weizen/Weissbier: são as cervejas de trigo de origem alemã. Com boa espuma e paladar que lembra banana e cravo. Essas cervejas apresentam algumas variações, como: as Hefeweizen, turvas e não filtradas, são as mais comuns encontradas; as Kristal Weizen, límpidas e filtradas, são menos comuns; as Leichtes Weizen, com teor alcoólico reduzido, entre 2,5% e 3,5% ABV; as Bernsteinfarbenes e Dunkel Weizen, ambas têm colorações mais escuras que as tradicionais, pois levam maltes levemente tostados, trazendo essas características também ao paladar; e as Weizenbock e Weizendoppelbock: seguindo as características dos estilos Bock e Doppelbock, porém com a base de trigo e mais alcoólicas, remetendo a banana passa e especiarias.
Estilos de cerveja - Weihenstephaner Kristall Weissbier
Kristal Weizen (Weihenstephaner Kristall Weissbier)
Estilos de cerveja - Weihenstephaner Hefeweissbier
Hefeweizen (Weihenstephaner Hefeweissbier)

 

 

 

 

 

 

 

 

Estilos de cerveja - Weizenbock
Weizenbock (Weihenstephaner Vitus)
Estilos de cerveja - Erdinger Dunkel
Dunkel Weizen (Erdinger Dunkel)

 

 

 

 

 

 

 

  • India Pale Ale (IPA): as famosas IPAs são cervejas com paladar mais voltado às características do lúpulo, ou seja, são geralmente mais amargas. Existe hoje uma grande variação de IPAs no mercado. As mais tradicionais são as American IPA, que utilizam variedades americanas de lúpulo, com paladar cítrico, frutado, resinoso e floral; e as English IPA, que utilizam lúpulos ingleses, com características herbais, florais e terrosas. Existem ainda as American Black Ale ou India Black Ale, que são versões escuras do estilo, trazendo o paladar dos maltes torrados para a cerveja.
Estilos de cerveja - Everbrew Everblack
American Black Ale (Everbrew Everblack)
Estilos de cerveja - Stone IPA
American IPA (Stone IPA)

 

 

 

 

 

 

 

  • Stout: estilo nascido no Reino Unido, com características predominantes dos maltes torrados, cor preta, e paladar que remete a chocolate, café e cacau. Existem diversas variações, como a Dry Stout, mais leve, com sua famosa representante, a Sweet ou Cream Stout, que leva adição de lactose para aumentar o dulçor, a Oatmeal Stout, que leva aveia para dar um corpo aveludado à cerveja, a Export Stout, de paladar mais torrado e corpo alto, a American Stout, torrada e com características de lúpulos americanos, além das American e British Imperial Stout, que são mais encorpadas, complexas e alcoólicas.
Estilos de cerveja - Schornstein Stout
Imperial Stout (Schornstein Stout)
Estilos de cerveja - Export Stout (Dama Bier Stout)
Export Stout (Dama Bier Stout)
Estilos de cerveja - Cevada Pura Oatmeal Stout
Oatmeal Stout (Cevada Pura Oatmeal Stout)
Estilos de cerveja - Mikkeller Milk Stout
Sweet / Cream Stout (Mikkeller Milk Stout)
Estilos de cerveja - Guinness Draught
Dry Stout (Guinness Draught)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fermentação espontânea

São as cervejas que utilizam leveduras selvagens para sua fermentação em barris de madeira. Essas leveduras podem ser formadas naturalmente no meio ambiente onde as cervejas vão fermentar, ou ainda ser introduzidas pelo cervejeiro.

Os principais exemplos de cervejas dessa família são as Lambics e Gueuzes belgas.

  • Lambic: originais da região de Lambeek, na Bélgica, são cervejas ácidas, frutadas e complexas, de amargor praticamente imperceptível e final seco. Chegam a demorar vários anos para atingir seu estágio de maturação ideal para o paladar. Existem versões naturais, ou ainda com adição de frutas, a Fruit Lambic e também a versão com adição de açúcar, chamada Faro.
Estilos de cerveja - Liefmans Kriek Brut
Fruit Lambic (Liefmans Kriek Brut)
  • Gueuze: é uma mistura de Lambics de variadas idades (1, 2 e 3 anos, por exemplo). São mais complexas que as Lambics não blendadas.

Híbridas

São cervejas que utilizam diversos processos de fermentação (alta, baixa, espontânea). Não seguem um perfil padrão como as outras famílias, pois vai depender dos processos adotados por cada estilo. Exemplos:

  • California Common: são cervejas que utilizam levedura do tipo Lager, mas fermentam em temperaturas mais altas (usadas para Ale), assim, acabam adquirindo algumas características das cervejas do tipo Ale.
  • Wood and Barrel Aged Beers: cervejas que passam por barris de madeira durante o processo de fabricação (independente se for Lager ou Ale) sofrem uma segunda fermentação por leveduras selvagens dentro desses barris, aumentando a complexidade e ganhando características únicas.

Como já foi dito, existem muitos outros estilos den cerveja a serem explorados. O segredo é prestar atenção às características de sua cerveja e tentar enquadrá-la em algum dos estilos presentes nos guias.

Randy Mosher, cervejeiro americano muito influente e escritor de diversos livros sobre o assunto uma vez disse: “Conhecer e aprofundar-se sobre os estilos, nos faz mergulhar no amplo universo das cervejas, agregando conhecimento sobre história, países, culturas…”.

Saiba tudo sobre a “Nova IPA” que vem dando o que falar no Brasil

Você provavelmente já deve ter ouvido falar em New England IPA, Juicy IPA, Hazy IPA, Vermont IPA ou North East IPA (NEIPA), já que os seus exemplares são hoje os mais comentados no mercado de cervejas artesanais. Mas sabe exatamente o que deve encontrar na hora de degustar uma delas?
Vamos começar por sua origem. O criador foi o cervejeiro John Kimmich da cervejaria The Alchemist Brewery, localiza na cidade de Waterbury no estado de Vermont. O primeiro rótulo, a cerveja Heady Trooper, foi criado em 2003 e já ganhou os paladares dos consumidores locais. Mas apenas em 2011, com a ampliação da planta da cervejaria, ela foi enlatada e começou a ganhar os Estados Unidos, e posteriormente, o mundo.
Infelizmente, até agora é impossível degustar uma NEIPA americana no Brasil por dois motivos: por não serem pasteurizadas e o tempo de trânsito até aqui iria deixá-las sem os aromas esperados, e também porque normalmente são produzidas em lotes menores e com distribuição mais local. Mas não precisa se desesperar, pois os cervejeiros nacionais já começaram uma busca incessante de reprodução destas cervejas e hoje já conseguimos encontrar bons rótulos por aqui. O que elas têm de tão diferente das já conhecidas IPA’s? As principais características da New England que você irá encontrar são:

1 – Turbidez

 Bem parecida com a que encontramos no estilo Weiss, mas que nas IPA’s tradicionais não é aceitável. Isso ocorre por não serem filtradas e/ou por ser utilizado trigo, aveia ou centeio em suas receitas.

2 – “Juicy

Suculentas em tradução livre, relativo ao corpo aveludado e por serem mais encorpadas.
3 – Aroma frutado intenso

Remetendo a frutas tropicais como manga, abacaxi, pêssego e melão, devido as espécies de lúpulos utilizados, como Azzaca, Equinox, Mosaic e os neozelandeses Nelson Sauvin e Galaxy.

4 – Amargor aparente

Mas de baixa persistência, ou seja, com baixa adstringência. O intuito aqui é aproveitar ao máximo os aromas provenientes dos lúpulos.

5 – Teor alcoólico elevado,

Boa parte das cervejas apresentam um teor alcoólico elevado, mas que normalmente estão tão bem inseridos que passam despercebidos.

Confira estas duas novidades que chegaram na loja The Beer Planet, que você pode adquirir e receber na sua casa:

IPA
Roleta Russa New England I

Roleta Russa New England IPA 500ml – 6,5 % ABV

De coloração âmbar, apresenta turbidez devido à adição de trigo e aveia, que também conferem deliciosa textura aveludada. Uma carga extrema de lúpulos americanos e australianos garante notas frutadas marcantes, além de muito sabor e um tiro de amargor!

 

 

IPA
Cerveja Tupiniquim Supernova Lata

Tupiniquim Supernova Lata 473ml – 7,0% ABV

A primeira lata lançada pela Tupiniquim, uma das cervejarias mais aclamadas atualmente. Com coloração dourada turva e uma boa formação de espuma, os aromas cítricos e frutados da generosa carga de lúpulo logo tomam o ambiente. Na boca, um corpo aveludado é percebido onde o dulçor de frutas e o amargor marcante se equilibram perfeitamente.

 

E você, já experimentou alguma? Nossa dica é harmonizar com carnes vermelhas, bacon, carnes de caça (pato, javali, cordeiro), hambúrguer, pizza calabresa, queijos duros, pratos condimentados e sobremesas à base de frutas cítricas, como torta de limão. Faça o teste e conte pra a gente o que achou!

Conheça a origem do estilo India Pale Ale

 India Pale Ale India Pale Ale

Todos os anos os cervejeiros do mundo inteiro comemoram o IPA Day na primeira quinta-feira do mês de agosto, um dia dedicado ao estilo mais venerado por aqueles que apreciam cervejas especiais. Mas as IPA não são apenas deliciosas, elas também possuem muita história para contar.

IPA é a sigla de India Pale Ale, uma cerveja de alta fermentação super lupulada que tem sua origem na época em que a Índia era uma das principais colônias da Inglaterra. No final dos anos 1.700, a presença inglesa na Índia era grande devido sua importância estratégica como principal mercado produtor das especiarias consumidas na Europa. Os soldados e marinheiros civis estavam sedentos por cervejas da terra natal, especialmente porque a água potável era escassa para todos.

Naquela época os estilos mais populares eram Pale Ale e Porter, sendo que este último não combinava muito com o clima quente da Índia. Já as Pale Ale sofriam com o calor do interior do navio e a constante agitação do mar, chegando estragadas ao seu destino, provocando a decepção dos ingleses que percebiam a alteração no sabor da bebida em comparação com a lembrança que tinham das suas Ales.

A primeiro cervejeiro que chegou com uma solução para este problema foi George Hodgson da Bow Brewery, que percebeu que níveis elevados de álcool e de lúpulo iriam retardar a deterioração da cerveja. Ele partiu do estilo mais leve e acrescentou cargas extras de lúpulo e de malte, criando assim um processo que garantia às suas Pale Ale chegarem à Índia sem estragar.

No começo houve um certo estranhamento ao sabor mais amargo, mas que logo foi superado e a cerveja caiu no gosto dos oficiais, soldados e marinheiros que fizeram a fama do estilo IPA. George Hodgson ficou por 50 anos produzindo e comercializando suas cervejas quase como um monopólio!

India Pale AleA primeira vez que se tem notícia de que o termo India Pale Ale foi utilizado data de 1829 em um anúncio de jornal, como este de 1830, que define a EIPA (East India Pale Ale) como “a melhor bebida do verão”.

Conheça mais cervejas do estilo IPA, clicando aqui.

Saiba como é fácil a degustação de cerveja especial

Quando se fala em degustação de cerveja especial, pouca gente sabe como é fácil degustar e simplesmente aprender.

Você aproveita mais a cerveja quando faz a degustação de cerveja e analisa todos os aspectos sensoriais que ela oferece, aos olhos, ao nariz e à boca.

Como fazer a degustação de cerveja

Basta seguir um passo a passo simples: 1) análise visual, 2) análise olfativa e 3) análise gustativa.

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1º passo: análise visual – cerveja aos olhos!

Você vai começar analisando sua cerveja visualmente. Antes mesmo de levar a cerveja ao nariz e à boca, erga sua taça à frente dos olhos e analise 3 atributos.

Cor – Observe se a sua cerveja é dourada, vermelha, marrom, preta ou de outra cor.

Turbidez – Repare se a cerveja que você está analisando é cristalina ou turva.

Espuma – Note se tem boa formação, boa permanência e se agarra no vidro do copo.

Nesta etapa, fazendo uma análise visual com a taça diante dos olhos, você saberá bastante sobre a cerveja, que cor ela tem, se é filtrada ou não e se a espuma é cremosa. Com o tempo você vai ficar craque e vai saber mais da cerveja só de olhar.

analise-olfativa-82º passo: análise olfativa – cerveja ao nariz!

Depois da análise visual, é a vez da cerveja ser apreciada em toda sua gama de aromas. Não fique tentado em dar uma bicada antes de sentir toda a sua essência e leve primeiro a taça ao nariz.

Aromas – O nariz distingue 10 mil aromas e 80% da percepção de sabor vem do olfato.

Aqui é importante que você faça primeiro uma inalação curta, aproximando e afastando rapidamente o copo do nariz, para perceber aqueles aromas mais fugazes e voláteis, que rapidamente escapam para o ar. Na sequência, faça uma inalação longa, colocando o nariz no copo e puxando mais, para perceber os aromas mais impregnantes, que se sobrepõem aos mais sutis.

Nesta etapa, você vai sentir se a cerveja tem aromas florais, herbais, frutados ou cítricos, se o aroma é intenso ou não, se dá para perceber álcool, acidez, amargor, adocicado ou notas de torrefação, como caramelo, café e chocolate (que podem estar presentes, mesmo sem a utilização destes ingredientes). Aprenda a identificar os aromas da cerveja e você vai saber mais sobre ela.

analise-gustativa3º passo: análise gustativa – cerveja à boca!

Para finalizar, beba um bom gole da sua cerveja para fazer uma análise gustativa. Deixe o líquido preencher todo o seu palato e sinta tudo o que ela tem a te oferecer.

Sabor – Observe os 4 sabores básicos: dulçor, amargor, acidez e salgado.

Corpo – Perceba a sensação de boca que a cerveja produz.

Final – Qual sabor ela deixa por último na boca?

Nesta etapa, vamos observar a cerveja em seu habitat natural, a boca. Quando damos o primeiro gole, se estiver a uma temperatura de serviço favorável, sentimos a cerveja em seu ápice, seu ponto máximo. Perceba as nuances dos sabores e das sensações que a cerveja provoca ao percorrer o seu palato, preencher sua boca e descer pela garganta. É fácil identificar dulçor e amargor convivendo pacificamente. Pratique essa análise e, com o tempo, você identificará os sabores mais rapidamente.

Conheça alguns degustações que nós montamos para você, clicando aqui.

Conheça a cerveja Witbier: bebida feita com trigo belga

Cerveja Witbier é um estilo de cerveja de trigo temperada com sementes de coentro e cascas de laranja, que nasceu na Bélgica há mais 400 anos e havia desaparecido por volta dos anos 1950.

PierreCelis

O estilo estava extinto até que um mestre cervejeiro belga, chamado Pierre Celis, retomou a sua produção, na cidade de Hoegaarden, baseado em suas memórias de quando ele era criança e a cerveja Witbier ainda era fabricada.

A partir deste renascimento, a cerveja belga de trigo ganhou notoriedade e caiu no gosto popular, transformando o estilo Witbier numa cerveja popular e de grande consumo, especialmente no verão.

Como é a cerveja Witbier

Na aparência, tem cor amarelo palha e grande turbidez, como todas as cervejas de trigo, devido aos resíduos de levedura em suspensão, o que é uma característica específica da fermentação do trigo e faz muito bem para a digestão.

copo-de-witbier-8A espuma é cremosa, geralmente generosa e branca, ficando bastante tempo no copo.

Seu aroma costuma ser levemente adocicado, às vezes com toques de baunilha ou mel, com um pouco de acidez moderada e notas cítricas de laranja. Um perfume herbal vindo do coentro remete à especiarias e pimenta.

No paladar, o amargor é baixo ou moderado, deixando sobressair sabores frutados e de especiarias, o que deixa a cerveja muito refrescante. O corpo é médio, mas a sensação de leveza é grande.

Uma cerveja elegante e deliciosa, para ser consumida fresca, ainda jovem, pois não deve ser guardada por um longo período.

Conheça algumas cervejas Witbiers, aqui.

Conheça outras cervejas belgas, aqui.

 

Novidade na loja: Bamberg Alt, cerveja no estilo Altbier

bamberg-alt-AltbierA cerveja Bamberg Alt tem o estilo alemão Altbier – um estilo original da região do Rio Reno, nas vizinhanças de Dusseldorf e Colônia.

Alt quer dizer “antigo” ou “velho” e se refere ao método com o qual a cerveja é feita: alta fermentação.

O estilo Altbier combina características de alta e baixa fermentação. A cerveja é fermentada no limite inferior da temperatura de alta fermentação e maturada por um período maior, como nas lagers.

É um estilo à beira da extinção, fabricado em poucas cervejarias em todo o mundo.

A Bamberg é a única que faz Altbier no Brasil e vem ganhando prêmios internacionais com esta cerveja. O último foi o European Beer Star 2013, em novembro passado.

Apresenta aromas e sabores complexos, indo muito bem com carne vermelha e comida bem condimentada, gordurosa ou apimentada!

Conheça mais, aqui.

Conheça outras cervejas da Bamberg, aqui.

Cerveja holandesa Oranjeboom com 16% de álcool é novidade na loja

Cerveja Holandesa-Oranjeboon-Mega-Strong Uma poderosa cerveja com 16% de álcool. A Oranjeboom Mega Strong é uma cerveja holandesa do estilo MaltLiquor, que são cervejas de alto teor alcoólico. Também faz parte da linha de cervejas do mesmo estilo da marca Oranjeboom.

Apresenta cor dourada escura e um marcante aroma adocicado de frutas. Une o sabor doce do malte com notas frutadas bem pronunciadas.

Uma cerveja que proporciona na boca um toque condimentado de grande poder de aquecimento, devido ao seu alto teor alcoólico.

 

Cuidado: essa é uma holandesa quente que vai virar a sua cabeça!

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