7 rótulos de cervejas importadas que não podem faltar na sua adega

Por Rodolfo Bosqueiro
@umami.sommelieria

Graças ao crescimento do consumo de cervejas artesanais do Brasil, a variedade de rótulos nacionais e importados à disposição também tem aumentado bastante. Por um lado, a abundância de opções é muito bom e bem atraente para quem gosta de diversidade, mas por outro, fica até difícil escolher quais cervejas não podem faltar em nossa adega.

Pensando nisso, reunimos uma lista com 7 rótulos de cervejas importadas de respeito, que julgamos dignos de estarem em seu estoque pessoal. São cervejas bastante especiais, algumas trazidas recentemente ao país e outras que já são clássicos, mas todas elas trazem elementos que as destacam e as fazem merecer um lugarzinho reservado na sua adega.

1. Cerveja Sierra Nevada Hop Hunter

Cerveja Sierra Nevada Hop Hunter
Sierra Nevada Hop Hunter

País de Origem: Estados Unidos

Estilo: American IPA

Teor Alcoólico: 6,2% ABV

Que a Sierra Nevada produz cervejas incríveis, como as suas clássicas Pale Ale e Torpedo Extra IPA, não é novidade para ninguém. Mas dessa vez ela foi além para proporcionar uma experiência única aos adoradores de lúpulo.

A Sierra Nevada Hop Hunter aproveita os sabores complexos dos lúpulos recém colhidos através de um processo revolucionário de destilação por vapor, feito antes mesmo do lúpulo deixar os campos de colheita. Esta técnica captura e intensifica os sabores naturais, criando uma cerveja única e intensamente aromática. Esse processo reúne o óleo puro do lúpulo, que combinado na produção com os lúpulos colhidos de forma tradicional vai lhe proporcionar uma experiência extraordinária de IPA! Nossa dica é que você beba essa cerveja o mais fresca possível.

2. Cerveja Straffe Hendrik Wild

 Cerveja Straffe Hendrik Wild 330ml
Straffe Hendrik Wild

País de Origem: Bélgica

Estilo: Wild Ale

Teor Alcoólico: 9,0% ABV

A cerveja Straffe Hendrik Wild da cervejaria belga De Halve Maan é uma versão selvagem da já conhecida e adorada Straffe Hendrik Tripel. Esta cerveja foi refermentada com leveduras do tipo Brettanomyces, responsáveis por criar aromas frutados e distintos que harmonizam perfeitamente com o rico uso de variedades de lúpulos aromáticos.

Essa cerveja precisa de um período de maturação mais longo na garrafa antes de ser liberada ao mercado, permanecendo assim por três meses nas caves da cervejaria. As leveduras selvagens dão a essa cerveja uma maior vida útil e uma interessante evolução nos sabores e aromas ao longo dos anos.

Uma experiência bastante interessante é adquirir algumas garrafas para sua adega e consumi-las em épocas diferentes para perceber e comparar essas mudanças.

3. Cerveja Liefmans Goudenband

Cerveja Liefmans Goudenband
Liefmans Goudenband

País de Origem: Bélgica

Estilo: Flanders Brown Ale

Teor Alcoólico: 8,0% ABV

A Liefmans Goudenband é definitivamente uma das cervejas escuras mais peculiares do mundo. Feita em tanques abertos com cervejas de fermentação mista, é maturada por um período de 4 a 12 meses na adega da cervejaria.

A cerveja maturada é então blendada com cerveja mais nova e o processo de fermentação começa novamente. Não tenha medo de deixá-la em sua adega por longos períodos, pois a Liefmans Goudenband é uma cerveja de guarda, que continua a evoluir ao longo dos anos, assim como um bom vinho.

Ao abrir essa preciosidade você imediatamente sentirá os maravilhosos aromas de caramelo, maçã, cerejas e malte. Na boca, encontrará notas de maçã e cerejas, combinadas com notas amadeiradas e acidez equilibrada, enquanto o retrogosto lhe reserva nozes e uvas passas. É sem sobra de dúvida uma obra de arte engarrafada.

4. Anchor Argonaut Barrel Ale

Anchor Argonaut Barrel Ale
Anchor Argonaut Barrel Ale

País de Origem: Estados Unidos

Estilo: Wood and Barrel Aged Beer

Teor Alcoólico: 7,5% ABV

A Anchor Argonaut Barrel Ale é a terceira criação sazonal, da linha “The Anchor Argonaut Collection” e foi feita em tributo a Fritz Maytag, figura importante, que deu início à revolução das cervejas artesanais nos EUA.

Essa cerveja é iniciada com a seleção de quatro cervejas da Anchor Brewing que são maturadas separadamente em barris de Old Portero Rye Whiskey e Bourbon. No próximo passo, as cervejas são blendadas em um tanque com adição de lascas de barris carbonizadas pela própria cervejaria, iniciando uma segunda fermentação.

O resultado é uma cerveja de coloração marrom escura e reflexos rubis, com uma base de aromas e sabores que remetem a maltes tostados, com sutil defumado e toques de whiskey balanceando suas notas de café e toffee, com um final incrivelmente macio.

5. Cerveja North Coast Old Stock Ale

Cerveja North Coast Old Stock Ale
North Coast Old Stock Ale

País de Origem: Estados Unidos

Estilo: Old Ale

Teor Alcoólico: 12,8% ABV

A multipremiada North Coast Old Stock Ale é outra cerveja americana digna de ter espaço reservado em qualquer adega. É uma cerveja de safra produzida apenas uma vez por ano e feita para maturar durante longos períodos, assim como um belo Vinho do Porto.

Com seu corpo denso de malte e generosa quantidade de lúpulo, é uma cerveja desenvolvida para entregar aromas e sabores mais arredondados com o envelhecimento. Vale a pena guardar alguns rótulos de safras diferentes para acompanhar a evolução.

A combinação especial de maltes e lúpulos importados da Inglaterra traz para essa cerveja deliciosas notas frutadas, vínicas, de caramelo e frutas passas, além de um final prazeroso e aquecedor devido ao elevado teor alcoólico.

6. Schneider Weisse Tap X Cuvée Barrique

Schneider Weisse Tap X Cuvée Barrique
Schneider Weisse Tap X Cuvée Barrique

País de Origem: Alemanha

Estilo: Weizenbock

Teor Alcoólico: 9,5% ABV

A magnífica Schneider Weisse Tap X Cuvée Barrique é um blend das já conhecidas cervejas Schneider Weisse Tap 6 Aventinus (uma Weizenbock) e da Aventinus Eisbock maturado por oito meses em barricas de carvalho que continham vinho Pinot Noir.

Essa obra prima criada pelo mestre cervejeiro Hans-Peter Drexler é única e surpreendentemente complexa. Com sua coloração âmbar escura de reflexos rubi, traz aromas que remetem a figo e pêra seca. No paladar você vai encontrar cerejas, alcaçuz, frutas vermelhas e passas, equilibradas por toques de baunilha e chocolate ao leite, além de uma acidez positivamente incomum que aumentam a complexidade da cerveja.Definitivamente, é uma cerveja que você precisa ter na sua adega! Então aproveite, por que não é sempre que temos uma raridade dessas por aqui.

7. Cerveja Founders KBS

Cerveja Founders KBS
Cerveja Founders KBS

País de Origem: Estados Unidos

Estilo: Russian Imperial Stout

Teor Alcoólico: 11,3% ABV

Para finalizar nossa lista, um clássico da cervejaria americana Founders, a “altamente aclamada” KBS (Kentucky Breakfast Stout). Essa cerveja dispensa apresentações, e agora que está sendo regularmente importada para o Brasil, é um daqueles rótulos que é sempre bom ter algumas unidades guardadas na adega.

Uma Imperial Stout de respeito, produzida com uma enorme quantidade de café e chocolate e maturada por um ano em barris que continham Bourbon.

Negra, licorosa, encorpada, complexa e deliciosa! A KBS também é uma bela cerveja para harmonizações. Experimente aprecia-la acompanhada de uma tapioca recheada com chocolate com avelã e coco ralado. Fica sensacional!


E aí, o que achou da nossa lista? Garanta já essas e muitas outras cervejas artesanais nacionais e importadas em nossa loja virtual The Beer Planet.

5 Receitas de Drinks com Cerveja

Hoje é Dia Nacional do Cocktail e, para celebrar, o The Beer Planet convidou a sommelière e bartender Érica Barbosa para ensinar a fazer coquetéis com cerveja!  Mas antes de se aventurar nas receitas propostas, é interessante entender alguns conceitos. Ao criar um drink com cerveja, o ideal é associar as características sensoriais do estilo com os demais ingredientes.

Por exemplo, uma Imperial Porter, da escola cervejeira Inglesa, combina muito bem com whisky, da coquetelaria Europeia. Ambos são alcoólicos e intensos, com notas tostadas e torradas que conferem amargor em equilíbrio com um leve adocicado. Já para fazer drinks cervejeiros refrescantes, a dica é se inspirar em drinks clássicos da coquetelaria Tropical e utilizar cervejas que tragam sensação de frescor – geralmente possuem baixo corpo e teor alcoólico, podendo ter lúpulos cítricos ou acidez acentuada.

Em geral, a cerveja não deve ser misturada com ingredientes à base de leite, já que cria duas camadas devido à sua carbonatação. Você pode abrir uma exceção para uso de sorvete, mas utilize chantilly na superfície para inibir a troca de gases. Outra observação é quanto ao uso de gelo, pois não é indicada a mistura com a cerveja. O ideal é gelar a taça e/ou mixar os demais ingredientes na coqueteleira com o gelo, depois coar e adicionar a cerveja. É importante lembrar que, também por ser carbonatada, não se deve levar a cerveja à coqueteleira – a mistura deve ser feita direto no copo (ou em um mixing glass).

Com um pouco de criatividade e seguindo essas dicas, há uma infinidade de possibilidades para você criar seu próprio drink. A cerveja pode ser misturada a destilados, licores, xaropes, vermutes, sucos de frutas, bitteres, espumantes, refrigerantes e até mesmo outro estilo de cerveja. O fundamental para se obter um bom coquetel é o equilíbrio entre os ingredientes, para que todos estejam em harmonia entre si, criando sabores surpreendentes!

Receitas:

1 – Beer Spritz (criado por Érica Barbosa)

• 50ml Aperol
• 125ml espumante moscatel
• 100ml cerveja Witbier
Guarnição: squeeze de laranja
Copo: taça de vinho

Preparo: Encher o mixing glass (ou um copo grande) de gelo e despejar o Aperol, espumante e a Witbier. Mexer suavemente com uma colher e coar com o strainer (ou peneira), transferindo para a taça.

Cerveja indicada: Bierland Witbier

2 – Cosmokriek

• 50ml vodka
• 15ml de Cointreau
• ½ limão siciliano
• 50ml de cerveja Kriek Lambic
Guarnição: cereja ao fundo
Copo: taça martini

Preparo: Encher a taça de gelo e água e reservar. Mixar a vodka com o Cointreau e suco na coqueteleira cheia de gelo. Esvaziar a taça previamente resfriada e transferir a mistura para a taça, coando com o strainer. Completar com a Fruit Lambic.

Cerveja indicada: Liefmans Kriek Brut

3 – Beer Shake

• 50ml licor de chocolate
• 150ml cerveja Stout
• 3 bolas de sorvete de creme
• 3 gotas de essência de baunilha
Guarnição: chantilly com calda de chocolate e cereja
Copo: taça milk shake, caneca ou pint

Preparo: Mixar o licor com a essência e o sorvete na coqueteleira até dissolvê-lo. Transferir para o copo e completar com a Stout. Mexer suavemente com a bailarina (colher).

Cerveja indicada: Young’s London Stout

4 – Sex on the Beer (criado por Érica Barbosa)

• 30ml licor de pêssego
• 150ml suco de laranja
• 100ml cerveja Weizen
• 15ml grenadine
Guarnição: laranja com cereja marrasquino
Copo: taça hurricane ou long drink

Preparo: Mixar o licor com o suco na coqueteleira cheia de gelo. Transferir para o copo coando com o strainer e completar com a Weizen. Finalizar com um lance de grenadine no canto do copo, para que chegue ao fundo.
Cerveja indicada: Weihenstephaner Hefe Weissbierf

5 – Caipi Cerveja

• 50ml vodka
• 150ml cerveja Pilsen
• 1 limão
• 2 colheres de açúcar
Guarnição: rodela de limão
Copo: on the rocks, caldereta ou long drink

Preparo: Cortar o limão em 8 pedaços e macerar com o açúcar na coqueteleira. Encher de gelo, despejar a vodka e mixar. Transferir para o copo coando com o strainer e completar com a Pilsen.

Cerveja indicada: Schornstein Pilsen

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